Itaipu fora de controle: dívida de R$ 333 milhões não impede alta de 1.849% nos gastos com patrocínios em 2024, onerando o bolso do consumidor

Foz do Iguaçu, Paraná – 23 de dezembro de 2024 – Em meio a um déficit projetado de R$ 333 milhões para 2024, a Itaipu Binacional segue uma política questionável de gastos com patrocínios que alcançou a marca alarmante de R$ 43,8 milhões entre março de 2023 e outubro de 2024. O cenário evidencia uma gestão que prioriza eventos políticos e ideológicos em detrimento da sustentabilidade financeira da empresa.

A Escalada dos Gastos

Sob a gestão do diretor-geral Ênio Verri, ex deputado estadual do PT, que foi indicado ao cargo por Lula, os patrocínios dispararam de forma preocupante. Somente em outubro de 2024, foram destinados R$ 15,9 milhões para eventos do G20, incluindo o controverso “Janjapalooza”. Este festival, fortemente influenciado pela primeira-dama, contou com patrocínios múltiplos de estatais, evidenciando o uso político dos recursos públicos.

Ênio Verri e Lula

A gestão atual também destinou R$ 81 milhões para uma cooperativa ligada ao MST e firmou um acordo de R$ 1,3 bilhão para infraestrutura em Belém, demonstrando clara orientação ideológica nos investimentos. Estas decisões levantam sérios questionamentos sobre os critérios de aprovação e a real necessidade destes gastos.

O fator Janja

A influência da primeira-dama Janja Lula da Silva, ex-funcionária da Itaipu por 14 anos, tem se mostrado determinante nas decisões de patrocínio. Após sua saída da empresa com um salário de R$ 20.000 através do Programa de Demissão Voluntária, ela manteve sua influência sobre a administração atual.

Sua atuação tem sido decisiva na aprovação de diversos eventos patrocinados pela estatal, demonstrando um aparelhamento preocupante da gestão pública. O “Janjapalooza” é apenas um exemplo da utilização política dos recursos da empresa.

Quem paga a conta da farra é o consumidor

A política de patrocínios tem contribuído significativamente para o déficit da empresa, forçando a ANEEL a prolongar a tarifa de repasse da potência contratada em US$ 17,66/kW.mês até março de 2025. Esta decisão afeta diretamente o consumidor brasileiro, que acaba arcando com os custos desta gestão questionável.

A falta de fiscalização direta por órgãos como o TCU, devido à natureza binacional da empresa, dificulta o controle efetivo destes gastos. Esta lacuna na supervisão tem permitido a continuidade de uma política de patrocínios que privilegia eventos ideológicos em detrimento da eficiência operacional.